26.8.10

Starquitetos Herzog & de Meuron em São Paulo: sede da Cia. de Dança no Centro!



Quem diria: se até cinco anos atrás contávamos nos dedos das mãos quantos museus ou edifícios públicos sul-americanos com o carimbo de starquitetos internacionais, agora o cenário está mudando a passo rápido. O lindíssimo projeto do escritório Diller, Scofidio + Renfro para o novo MIS carioca (acima) é apenas um de vários museus que estão sendo planejados e que devem sair do papel nos próximos anos – e um deles trará a grife Herzog & de Meuron.

A empresa do duo de arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre De Meuron assina projetos icônicos como o Tate Modern, em Londres, e o belo estádio Allianz Arena, em Munique, e o museu CaixaForum, em Madri. O prêmio Pritzker (passe para o panteão dos grandes) veio em 2001. O mais celebrado projeto deles talvez seja o de Young Museum, em San Francisco (nas fotos abaixo), que consegue ter perfeita harmonia entre entorno e acervo.




A arte transborda para fora, com esculturas espalhadas ao seu redor, e o parque que o circunda, o Golden Gate, foi levado para o interior, em forma de jardins de inverno triangulares de samambaias e blocos de ardósia. Como de costume, escolheram um material inusual e impactante – nesse caso, painéis de cobre ora martelado, ora perfurado – para revestir as paredes externas. O tom terroso e o formato irregular, cheio de recortes e arrematado por uma larga torre em formato de trapézio invertido, evocam um templo asteca. Faz muito sentido, já que o de Young, inaugurado em 2005, especializa-se em arte e artefatos indígenas.

Agora, Herzog & de Meuron está prestes a fincar bandeira em São Paulo (até escritório eles pretendem abrir!).  O Governo do Estado contratou a dupla para projetar a sede da "São Paulo Companhia de Dança" que será erguida no Centro, onde funcionava a antiga rodoviária, quase ao lado da Sala São Paulo. Deverá ter três salas de espetáculos (1.750 lugares, 600 e 450), salas de ensaio, escola de dança e biblioteca. A inauguração está prevista para este ano, embora provavelmente só aconteça mesmo em 2011.

São Paulo Companhia de Dança


Pelo visto, os suíços estão vindo com tudo: também contei, uns meses atrás, que eles foram selecionados para projetar o novo museu de arte contemporânea em Guadalajara, no México – este, encarapitado no alto de uma montanha verde, uma série de quadrados e retângulos de concreto interligados, como blocos de brinquedo, com vista deslumbrante para um vale:

Museu de Arte Contemporânea em Guadalajara


3.6.10

Novo motel Vitara: suíte de 400 m2 com poltrona erótica e piscina aquecida



Fotos: divulgação

Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

Será inaugurado dia 10 de junho o Vitara Motel – o primeiro motel verde/eco-friendly de São Paulo! Faz uso comedido de água e dá preferência por materiais ecologicamente corretos....Regam os jardins com água da chuva e energia solar aquece a água das piscinas, duchas e hidromassagens.

O motel – que fica em Taboão da Serra e  pareceu bonitinho. Clean.


Há 42 suítes (diárias entre R$ 98,00 e R$ 650,00).
A suíte mais presidencial tem 400 m² e tem palquinho pra strip-tease, poltrona e vitrine eróticas (!!), piscina aquecida, pista de dança e varanda.

Suíte Luxo
Ar-condicionado, CD, DVD, TV LCD 32″, MP3, USB Ipod, internet Wi-Fi, frigobar, minibar, colchão de molas, ducha dupla, ducha higiênica, secador de cabelo, luz rítmica, poste para pole dance, poltrona erótica e vitrine erótica.

Preços e períodos
De segunda a quinta – 12 horas: R$ 98,00 (os carros ficam no estacionamento e os clientes vão até a suíte por elevador)

De sexta a domingo – 4 horas: R$ 98,00 (os carros ficam no estacionamento e os clientes vão até a suíte por elevador)

Opção com garagem privativa
De segunda a quinta – 12 horas: R$ 108,00
De sexta a domingo – 4 horas: R$ 108,00

Suíte com hidromassagem
Ar-condicionado, CD, DVD, TV LCD 32″, MP3, USB Ipod, internet Wi-Fi, frigobar, minibar, colchão de molas, hidro dupla, ducha dupla, ducha higiênica, secador de cabelo, luz rítmica, pole dance, poltrona erótica e vitrine erótica.

Preços e períodos
De segunda a quinta – 12 horas: R$ 115,00 (os carros ficam no estacionamento e os clientes vão até a suíte por elevador)

De sexta a domingo – 4 horas: R$ 115,00 (os carros ficam no estacionamento e os clientes vão até a suíte por elevador)

Opção com garagem privativa:
De segunda a quinta – 12 horas: R$ 125,00
De sexta a domingo – 4 horas: R$ 125,00

Suíte com piscina
Ar-condicionado, CD, DVD, TV LCD 32″, MP3, USB Ipod, internet Wi-Fi, frigobar, minibar, colchão de molas, hidro dupla, ducha dupla, ducha higiênica, secador de cabelo, luz rítmica, pole dance, poltrona erótica, vitrine erótica, piscina aquecida, teto solar, sauna e espreguiçadeira.

Preços e períodos (todas as suítes com piscina possuem garagem privativa)
De segunda a quinta – 12 horas: – R$ 170,00
De sexta a domingo – 4 horas: R$ 170,00

Suíte Presidencial (tem inauguração prevista para julho)
Três ambientes, distribuídos em 400 m², todos os itens das outras suítes, mais pista de dança e área externa. Como a suíte pode ser usada para festas, é cobrado R$ 80,00 por convidado. O lugar tem capacidade para 80 pessoas.

De segunda a quinta – 12 horas: – R$ 650,00 (para dois casais)
De sexta a domingo – 4 horas: R$ 650,00 (para dois casais)


Pernoite
Sextas-feiras, a partir da 0h
Sábados, a partir das 2h
Domingos, a partir das 20h

Vitara Motel
Rodovia Régis Bitencourt, Km 271
Taboão da Serra Telefone: (11) 4788-8700

20.5.10

Cinema Belas Artes periga fechar - como impedir?



Por Laura Lawson

Na Folha de sexta-feira passada (07) saiu uma entrevista com um dos sócios do cinema Belas Artes falando que caso um patrocinador não apareça até julho, o cinema vai ter de fechar. Fiquei aí pensando que seria legal ter em São Paulo (e talvez um bom modelo para captar investimento) um cinema como este aqui, o Electric, em que você pode virar sócio do cinema e de um clubinho (na verdade um restaurante) que fica em cima. 
 
O Electric é o cinema mais antigo de Londres, vai fazer 100 anos em 2011, e sem dúvida o mais original e bacana que conheço. Tem sempre uma seleção variada de filmes e programações especiais como “Kid’s Club”, “Electric Scream!” e “Electric Vintage”, poltronas enormes, estilo sofá de casa, e um bar discreto dentro da própria sala (enfim, é tudo que o Cidade Jardim queria ser e a pipoca com azeite trufado não permitiu). :-)

E aproveitando o momento sonhar-é-preciso, ao invés de demolir o minhocão, bem que o Kassab podia transformá-lo em algo parecido com o High Line Park em Nova Iorque, não? Mais área verde, uma boa ciclovia e a revitalização daquele pedaço decrépito do centro da cidade.

:-)
Laura

7.4.10

Padaria PAO nos Jardins foge do óbvio e serve ótimos pães orgânicos




Fotos: reprodução do site

Por Laura Lawson, colaboração especial


Finalmente descobri em São Paulo uma padaria que foge (como diabo da cruz) da receita “enquanto você espera o seu pão com calabresa, recarregue o seu pré-pago e tome um espumante nacional” que virou febre entre as padarias do circuito Elizabeth Arden de São Paulo. Honestamente e entre parênteses, um dia gostaria de entender a mania farineo-masoquista de muitos paulistanos de se aboletar em alguns estabelecimentos que me lembram em todos os sentidos uma versão (sub)urbana do Frango Assado.
Mas voltando ao que interessa, a iconoclasta das fornadas é a PAO –Padaria Artesanal Orgânica– e de tão discreta (a padaria já existe há três anos), chega a passar desapercebida aos que sobem a rua Bela Cintra.
O lugar é de um enorme bom gosto, todo em madeira, com somente três mesinhas apertadas em meio a livros de culinária, jazz e um balcão com todos os pães e bolos expostos. O público parece ser íntimo (vizinhos do bairro que andam a pé – não espere um estacionamento ou carros em fila para estacionar).

O cardápio é bastante variado e extenso – você até desconfia – mas todos os pães e doces que provei estavam muito gostosos e bem feitos, especialmente o brownie, que diferentemente do que diz o cardapio fora feito no dia com nozes e ficou muito saboroso, os scones, que tanto adoro e nunca tinha visto por aqui, e o pão de nozes com figo seco. Ainda não provei os sanduíches, mas certamente voltarei mais vezes. Saí encantanda (e alguns quilos mais pesada).

P.A.O.: R. Bela Cintra, 1618 perto da Al. Franca
tel. 11-3384-6900

6.4.10

Lions Club é o club da moda em São Paulo



Varanda (o fumódromo….) do Lions



Se a cada estação a turma baladeira escolhe um clubinho como QG, o da vez chama-se Lions e fica no centrão.





Os sócios são:


Cacá Ribeiro, promoter e ex-sócio do Royal


Facundo Guerra, do Vegas. O cara que abriu alas no baixo augusta. Hoje tem também o bar Volt e o Carniceria Z. (aqui o link pro post do Z Carniceria no Boa Vida)


Augusto de Arruda Botelho, bem nascido, trabalha num escritorio de advocacia. Foi quem abriu o Clash, um club num galpão da Barra Funda, para o qual ele traz showzinhos indie. Está noivo da estilista Fê de Goeye.


A ideia foi do Facundo, que chamou Cacá, que chamou Augusto. Realmente é um power trio.


Do que se trata:

Fica no Centro, na Brigadeiro, perto de onde era a Base… lá no final. Num antigo prédio onde há um mural da Anita Malfatti, que foi restaurado por eles.



Dizem que o Lions pretende ser “um lugar para amigos”. Já ouvimos esse papo, não? E nunca rolou porque de amigos uma casa não vive. Também pretende ser chiquíssimo, com servico exclusivíssimo…

O clube é de fato bem cenográfico. E lindo. Fabrizio Rollo, editor de estilo da Casa Vogue, fez. A vista é es-pe-ta-cu-lar do balcão, de onde se vê uma bem iluminada cúpula da Catedral da Sé. E é muito interessante o fato de não haver placa na porta e de ter sido mantida a entrada original, hoje trash. A surpresa, quando entramos no lugar, é ainda melhor. Fui ao Lions um dia antes de abrir – e acho que ficaria mais simpático com menos gente. Acreditei que Facundo, Cacá e Augusto tivessem punch para reunir gente mais diversa. Até agora o que senti é que o lugar é um bem-bolado do público do Vegas com o do Royal. E ponto.

*
Muita gente abre bar ou clube com a pretensão de oferecer à cidade um “‘Baretto Jovem”; um lugar para gente mais velha, mas não tão clássico quanto o bar do Rogério Fasano. Só que NINGUÉM vai conseguir até que entendam que é necessária uma cozinha decente, com serviço espetacular. Ou esse público mais velho, abandonado e desejado ($$$$), não vai sair de casa. O Lions não tem cozinha. A curadoria de som é da agência 3PLus, que tem ótimos DJs – que, a meu ver, poderiam ficar trancados na pista montada pelo Facundo. Carl Cox, o DJ inglês, lembra? ele  me disse outro dia que a cena de house pura e simples não existe mais. Ou seja: a cozinha faz falta. E no salão, onde há os possíveis azulejos da Anitta Malfati – cuja autenticidade está sendo estudada pelo Iphan -, a música poderia beeeeeem ser mais ambiente. Seria muito legal tomar um dry martini e bater papo vendo aquela supervista.


*


Vamos dar um tempo aos três para mostrarem o que mais têm a dizer. Por enquanto, que fique claro, o lugar é para modernetes intello-fashion.  E falta gente bonita. Sorry, mas eu acho isso.”    


Em teoria, trata-se de um club privado, mas nada que não se resolva chegando bem-vestido e com a companhia certa...


Os camarotes




Lions Nighclub: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 277

Fotos: reprodução

3.3.10

Os muros verdes de São Paulo



Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial


Muros verdes por toda parte.

Virou moda em São Paulo, já repararam?


Tem este, no restaurante Cantaloup...



Na entrada do hotel Tivoli Mofarrej (ex-Sheraton, ex-Meliá), nos Jardins…


No recém-reformado Rubaiyat da avenida Faria Lima….


Nesse projeto secreto, ainda a ser construído nos Jardins


No Kaa, aquele restô bonitão na Juscelino Kubitschek, que é famoso justamente pela beleza do muro verde….


Na loja da Farm na Vila Madalena


No velho e bom Carlota, em sua área externa….


No novo japs Jam Jardins, na Bela Cintra


Loja da Adriana Barra...

18.2.10

Na inércia da cidade: projeto Catraca Livre

Por Juliana Cunha, colaboração especial

Há uns dias estou fazendo algumas pautas na Vila Mariana, no Catraca Livre. O Catraca é um projeto do Gilberto Dimenstein junto com a Folha de São Paulo para divulgar programações gratuitas ou muito baratas na cidade. Eu nunca imaginei que tivesse tanta coisa por dia, por hora acontecendo de graça em São Paulo. Acaba com a minha desculpa suprema para ficar em casa: falta de dinheiro.
Me lembra uma conversa recorrente que tenho com os meus amigos daqui sobre como o morador da cidade média acaba aproveitando melhor o que ele tem disponível. Se eu moro em Salvador e tem uma exposição de guardanapos de bar rabiscados pelo Picasso (0% brinks, já teve), isso mobiliza a cidade, eu vou, todo mundo vai. Chagall está no Masp há séculos e eu ainda não fui lá dar uma olhada, nenhum dos meus amigos foi. Isso faz com que, ironicamente, a pessoa que mora em Recife ou Porto Alegre ou Curitiba veja mais coisas ao longo da vida que a pessoa que mora em São Paulo. Aqui a gente tem a impressão de que tudo está servido, não precisamos nos mobilizar por nada. A cidade se move tão rápido que é irrestível se deixar levar pela inércia dela.