15.12.09

Restaurantes de São Paulo elogiados pelo crítico François Simon

saopaulo_francois_simon

Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

O crítico de restaurantes do Figaro, o François Simon, esteve em São Paulo e postou no You Tube um vídeo resumindo o que achou dos restaurantes da cidade.

Nota dez pra Fasano, D.O.M. e tudo o que ele experimentou.

Saupolô pra cá, Saupolô pra lá, o francês ficou de quatro pela nossa cena gastronômica.

Falha grave: ele misturou o Mocotó e o Tordesilhas! Comeu e filmou no primeiro, mas achou que estava no segundo!


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Os melhores restaurantes japoneses de São Paulo

Por Beatriz Tasso Fragoso, colaboração especial

O casal Anna e Demian, donos do blog Que Bicho me Mordeu, sabe do que fala: adoro o estilo deles de descrever restaurantes na maior sinceridade e com conhecimento de causa.

Demian (vulgo japa) escreveu há pouco um texto dele sobre sushis em São Paulo que foge totalmente ao lugar-comum. Um post cortante porém sabido e útil. E que eu peço licença pra dividir aqui com vocês.

Devora-me… por Demian Takahashi


[ Sushis do Kinoshita: dependendo da fase da lua, pode ser excelente... ]

O Pepino, o primeiro a dar seu palpite, quase acertou. Só confundiu o sushi do Jun Sakamoto com o do Huto. A Fernanda, o Junior e o Vinícius também caíram na pegadinha. Dá pra entender a confusão: o proprietário do Huto foi maître do Jun por mais de seis anos e, bem, digamos que se inspirou no emprego anterior quando resolveu montar seu próprio restaurante. O arroz do Huto, assim como o do Jun, é morninho; a lula vem com o mesmo salzinho preto havaiano; o chawan-mushi trufado (um pudinzinho de ovo) consta nos dois cardápios; há semelhanças improváveis nas duas cartas de saquê…

Para quem mora pelos lados de Moema, o Huto pode ser uma boa opção. Mas não vimos no arroz grudento e pesado nem nos peixes medianos motivos suficientes para cruzar a cidade. É bom que o sushi seja bonito, mas as aparências podem enganar…

Já no Jun Sakamoto, o lance é se dar um presente, abrir a carteira, sentar-se no balcão e pedir o menu-degustação. Foi enfrentando o rabugentão que encontramos os melhores sushis da vida, com um arroz que desaparecia – puf! como mágica! – ao ser mordido, deixando um retrogosto muito longo e sutil de amidozinho agridoce. Mas as regras do Prêmio eram claras: teríamos que pedir à la carte, na mesa. O problema é que, fora da degustação, os sushis não são feitos pelo Jun (acredite, isso faz toda a diferença) e as peças pequenas – mais apropriadas para a longa sequência da degustação – nos desapontaram um pouco.

Os sushis do Kinoshita podem ser tão bons quanto os do Jun. O arroz pode estar perfeito. Pode estar pouco cozido, duro, também. O buri pode lembrar o quanto um peixe é fresco e cristalino. Pode também lembrar aqueles esguichos de água da limpeza de fim de feira. Tudo vai depender da sua sorte, do humor dos meninos do balcão, da fase da lua.

Eu gosto muito do Hamatyo. Toda vez me impressiono com o arroz do Yoshida-san que, apesar de não ser de grão curto, tem uma leveza incrível, um tempero fantástico. E sempre tem coisas diferentes, da estação. Como o pargo, delicioso, coisa rara na cidade. Mas há registros de gaijins que não foram tão felizes por lá.

Já o Shin-Zushi é certeza de frescor, sempre. Não importa o dia, a hora, a tábua de marés. Atum, carapau, ouriço-do-mar, robalo, camarão… se eles estão servindo, pode pedir sem medo, porque estará bom. Só implico um pouco com o arroz, que poderia ser mais leve, com um pouco mais de textura. Mas essa incrível regularidade – o peixe está sempre fresco, o arroz está sempre um pouco massudo – faz desse japa o nosso porto seguro quando bate aquela saudade de comer um pedacinho de mar. Pena que seja tão caro…


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13.11.09

Graffiti em expo no MASP: Zezão, Carlinhos Dias, Titi Freak e cia.


São Paulo tem muito graffiti bom, isso já estamos carecas de saber, né? Mas agora, com muito atraso, a arte está migrando da rua pros museus e galerias. Exemplo? A Expo em cartaz no MASP dos grafiteiros Zezão, Titi Freak, Daniel Melim, Ramon Martins (na foto) e Carlinhos Dias, no subsolo e mezanino.

Por trás da história está o Baixo Ribeiro, dono da galeria Choque Cultural, a primeira a expor grafitti como arte de verdade em São Paulo. Pioneiríssima e até hoje rainha nesse nicho.



O legal da expo é a magnitude das obras, são enormes murais, vejam:

Fotos:Baixo Ribeiro, Choque Cultural


MASP
: Av. Paulista, 1.578 Tel. 11 3251-5644

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