6.4.10

Lions Club é o club da moda em São Paulo



Varanda (o fumódromo….) do Lions



Se a cada estação a turma baladeira escolhe um clubinho como QG, o da vez chama-se Lions e fica no centrão.





Os sócios são:


Cacá Ribeiro, promoter e ex-sócio do Royal


Facundo Guerra, do Vegas. O cara que abriu alas no baixo augusta. Hoje tem também o bar Volt e o Carniceria Z. (aqui o link pro post do Z Carniceria no Boa Vida)


Augusto de Arruda Botelho, bem nascido, trabalha num escritorio de advocacia. Foi quem abriu o Clash, um club num galpão da Barra Funda, para o qual ele traz showzinhos indie. Está noivo da estilista Fê de Goeye.


A ideia foi do Facundo, que chamou Cacá, que chamou Augusto. Realmente é um power trio.


Do que se trata:

Fica no Centro, na Brigadeiro, perto de onde era a Base… lá no final. Num antigo prédio onde há um mural da Anita Malfatti, que foi restaurado por eles.



Dizem que o Lions pretende ser “um lugar para amigos”. Já ouvimos esse papo, não? E nunca rolou porque de amigos uma casa não vive. Também pretende ser chiquíssimo, com servico exclusivíssimo…

O clube é de fato bem cenográfico. E lindo. Fabrizio Rollo, editor de estilo da Casa Vogue, fez. A vista é es-pe-ta-cu-lar do balcão, de onde se vê uma bem iluminada cúpula da Catedral da Sé. E é muito interessante o fato de não haver placa na porta e de ter sido mantida a entrada original, hoje trash. A surpresa, quando entramos no lugar, é ainda melhor. Fui ao Lions um dia antes de abrir – e acho que ficaria mais simpático com menos gente. Acreditei que Facundo, Cacá e Augusto tivessem punch para reunir gente mais diversa. Até agora o que senti é que o lugar é um bem-bolado do público do Vegas com o do Royal. E ponto.

*
Muita gente abre bar ou clube com a pretensão de oferecer à cidade um “‘Baretto Jovem”; um lugar para gente mais velha, mas não tão clássico quanto o bar do Rogério Fasano. Só que NINGUÉM vai conseguir até que entendam que é necessária uma cozinha decente, com serviço espetacular. Ou esse público mais velho, abandonado e desejado ($$$$), não vai sair de casa. O Lions não tem cozinha. A curadoria de som é da agência 3PLus, que tem ótimos DJs – que, a meu ver, poderiam ficar trancados na pista montada pelo Facundo. Carl Cox, o DJ inglês, lembra? ele  me disse outro dia que a cena de house pura e simples não existe mais. Ou seja: a cozinha faz falta. E no salão, onde há os possíveis azulejos da Anitta Malfati – cuja autenticidade está sendo estudada pelo Iphan -, a música poderia beeeeeem ser mais ambiente. Seria muito legal tomar um dry martini e bater papo vendo aquela supervista.


*


Vamos dar um tempo aos três para mostrarem o que mais têm a dizer. Por enquanto, que fique claro, o lugar é para modernetes intello-fashion.  E falta gente bonita. Sorry, mas eu acho isso.”    


Em teoria, trata-se de um club privado, mas nada que não se resolva chegando bem-vestido e com a companhia certa...


Os camarotes




Lions Nighclub: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 277

Fotos: reprodução

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